Tenho alma engendrada de sentimentos. Como que se viver intensamente doesse tanto que não cabe na gente. Nessa confusão que se instala, acabo não sabendo o que sangra mais, se é peito ou cabeça... O que nos puxa: memória ou pensamento abstrato?
"Eu te esqueço... amor... eu te esquecerei...". A minha boca recusa-se a pronunciar seu nome, enquanto o peito soa como badaladas ouvidas à distância. E se o amor for loucura? Se você for loucura? Se o pensamento tornar sua matéria irreal na sua construção delicadamente formada pela platonicidade de sentimento? Porque eu te amo como amante! Porque eu não te amo e nem te conheço...
E o tempo corre, dispara como carruagens de cavalos alados e eu me perco por gastar desse tempo os segundos para pensar....Para respirar... Cada olhar rompe com o ritmo da minha respiração que desconcentra insensata na sua presença que busco e não quero.
Talvez seja isso.. Eu não te quero! Não quero todo o sentimento.... Não quero sentir e extravazar-me entregando meus sentimentos nas mãos de um ser que não nutre isso por mim... Que nutre vazio por mim. Que nada nutre, na verdade, por mim.
Hoje, talvez sonhe com você. Ou quem sabe mato a paixão que há em mim...
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