Eles vêm na calada da noite
Para calar as bocas opostas
Usam armas, usam suas forças
Eles vêm para torturar, matar
Ferem corpos mesmo sem razão
Amedrontam as nossas crianças
Pois são o futuro,imitações
De lamentos, preconceitos
Força do papel que tudo destrói
São homens contrários ao vermelho
Mas que gostam da cor ao tirar-lhes
O sangue, a voz, os filhos, amores
E assim mães ficam orfãs
E seus rebentos não mais voltarão
É a ideologia suja cheia de pretexto
De puro agrado do não-compartilhar
Raíz cortada assim como gargantas.
No fundo são homens ingênuos
Que crêem que o dividir é apenas roubar...
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