Percorrendo seus passos
É noite, primavera e o céu chora
Pingos caem sutilmente pelas ruas
Lentos pelo chão, tateiam, percorrem
Pedras perdidas num mosaico, nuas.
Barulho aumenta, abre-se um clarão
Crianças em apartamentos choram
Relâmpagos, trovões, chuva aperta
Pingos são poças fundas... devoram
Chuva fina, chuva quase indo embora
Distante num silêncio, escondida no breu
Seguiu seus passos e em vão se desfez
E agora, perdida, quem chora sou eu.
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