Junho chegou e veio trazendo esperanças. Um mês que possui mãos geladas, chuva forte passageira e vontade de ter alguém. Não sei se é assim com todo mundo, mas acho que me torno mais carente no frio de Junho. Talvez, seja por isso, que o Dia dos Namorados se fez nesse mês. É mês de Santo Antônio também, o santo casamenteiro.
Nunca liguei pra essas coisas, nunca tive ninguém no dia doze e nem sentia falta. Acho que nunca consegui pensar em ninguém por muito tempo na minha vida. Nem nunca entendi por que os casais se gostavam. Não entendia até agora.
Nessa época, sinto uma vontade de abraço apertado, de vinho antes do final da noite e de um cigarro na hora do café-da-manhã insone. Noites embaladas de música, edredon, sorrisos e boas vontades. Palavras ditas em meio de silêncios e olhares. Os olhos como espelho. Olhar para alguém e reconhecer-se nesse alguém. Acho que finalmente entendi o que as pessoas chamam de "alma-gêmea". É quando se completam.
Sempre achei que isso nunca aconteceria, que era bobagem das pessoas. Sempre achei que eu podia me virar sozinha. Sempre me vi também apaixonada por diversas vezes. Achando que a cada paixão era mais intensa que a outra...
Agora me encontro num processo de autoconhecimento
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