sexta-feira, 27 de maio de 2011

Naquela madrugada
Enquanto eu era sertão,
você era feita de chuva.

Nossas vozes eram as únicas
capazes de furar aquele silêncio.
E no meu corpo, alegria tremia.

Então... você partiu...

Passados cinco minutos
O céu cobriu-se de nuvens densas
Pintou-se num vermelho-fumaça
Ardeu num sopro
Gotejando minha janela..

Entendi... Sorri:

Na sua ausência,
Eu, que era sertão, escorria...

Nenhum comentário:

Arquivo do blog