segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Da efemeridade do amor.

Olívia e Pedro se amavam. Tal amor, explícito e incrível, durou quase um ano. Foram juras eternas, trocas, afetos. Pouco tempo depois, os dois perceberam suas personalidades dispares, ao ponto de não saberem mais lidar um com o outro. Por conseguinte, Olívia deu o basta definitivo, embora não tenha conseguido expressar os reais motivos que a levaram ir embora. Pedro, pouco tempo depois, já estava a trocar juras de amor com Simone, pois essa sim, era seu novo grande amor.
Olívia não entendia muito bem como isso poderia ser possível - em tão pouco tempo - mas do seu canto, já praticamente invisível, torcia silenciosamente para que Simone fosse tudo o que ela não pôde ser.


O amor contemporâneo tem a duração de um fósforo recém aceso.

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