domingo, 19 de janeiro de 2014
Sou como uma flor aberta, de miolo visível, fazendo das pétalas uma
saia. O vento me balança, sem me tirar do lugar. Tenho espinhos que
podem ferir, mas não me protegem o suficiente de mãos indelicadas que
tentam me arrancar. Seguro gotas de orvalho como lágrimas. Perfumo,
decoro, entretanto morro e apodreço sem o devido cuidado.
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