terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Dê-me uma bacia e água bem gelada
Para fingir de rio e lavar meu cabelo
Quero daqui da cidade lembrar o norte
Reviver o tempo de infância e de zelo.

Quando a noite se fizer mais escura
Acenderei meu pequeno candeeiro
Deitarei sobre o frio chão moderno
E meu vulto será como estrangeiro.

Visitarei das paredes da memória
Aquelas terras de calor em excesso
A casa da avó, a cuia, os sotaques
E de lembrança restarão tais versos.


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