terça-feira, 2 de junho de 2015

Cansei de ser Lua e encruzilhada,
O arquétipo sagrado de todo o oculto
Vento e sereno, assovio da madrugada.

Não quero mais ser aquela que vaga
No vazio da noite escura, à procura
D'um imaginário navio que naufraga

Meus pés são sujos, calosos e perdidos
Meus olhos já secos de tanto vazarem
Meus humores se alternam, indefinidos

Acendo um candeeiro com meu brilho
Vou com ele prateando toda imensidão
Destino que nestes versos compartilho.







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