sábado, 17 de março de 2007

Perdi o enigma que me rondava
E da cigana que espera com os olhos
negros, marejados
Fiz a menina acomodada, sem sonhos.
Ou professorinha da perfeição.
E da longa espera, transformei-me
em não mais emoção.
Da paixão pulsante, em carinho
e também em não-solidão.
Agora sigo rumo ao nada, mas sem mistério...
Trago nos olhos barcas naufragadas
e um pouco do vazio do mar...

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