Talvez ele a tenha querido hoje, apesar de sua insistência fria, mórbida, no consolo da paixão. O olhar manso dela para ele afastava qualquer pensamento racional e ao mesmo tempo trancava emoções num baú imerso em seus devaneios que diziam "não". Por minutos de conversas, ele a desejava de forma tímida, disfarçando sorrisos, abafando suspiros ocultos que poderiam denunciar seu súbito desejo. Ela lhe possuía a amizade de sempre, a confidência dos anos e deixava que o assunto fluisse, sem de nada desconfiar.
Assim procedendo, o encontro acabou. Ambos foram para a casa e descobriu-se ser paixão efêmera criada em segundos só para avisar que seu coração não era frio. Porém, apesar desse sinal, sua alma solitária permanece vazia porque parou de vagar, parou de cantar. Mas não parou de viver, pois que para isso fosse preciso que deixasse de amar em todos os sentidos e para ele, seria impossível! Visto que vê na simplicidade das coisas o amor sobre-humano. Inclusive, nessa tarde, pôde-se constatar que esse sentimento veio da paixão de segundos por uma simples brisa... uma brisa bela.
2 comentários:
Acho que nunca me vi tanto num texto como agora. Pode ser que o contexto e suas idéias em nada se pareçam com o que eu tô vivendo, mas não sei, é como se tivesse sido escrito por mim e para mim. Ah, não sei...
Tô com saudades, lindona ^^
E tõ de blog novo. Mais uma vez...rs
beijos!
Acho que o endereço não foi...deixa eu tentar de novo ^^
http://jetaime-encore.blogspot.com
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