terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O mundo não possui cor débil
Não tem tons de rosa cintilante
Tão pouco é cor-de-rosa-choque.

Talvez tenha carregado nele
Um verde-esperança brilhante
Significando um caminhar eterno.

Quiçá seja pintado de branco
Com bordas cristalinas, sem luta
Isento de dor ou pós-dor.

De repente, é todo vermelho
Como um enorme coração pulsante
Que vibra por tudo que é vivo.

Ou é apenas transparente como o vento
Que sopra como almas que inspiram,
Como pensamentos e palavras intangíveis.

Nada disso... o mundo não tem cor fixa
E ao mesmo tempo possui todas as visíveis
Todas as invisíveis e sensíveis. Todas!

Cabe nele até o rosa do começo
Presente na ausência da graça
Nas bochechas mais sinceras

Assim como cabe em mim as tais cores
Que conheci através das suas palavras
Escondidas nas suaves ironias
E em ensinamentos de carinho

Num brilho eterno que só os gênios
Amantes da arte, loucos, literatos
Acima de tudo: reais humanos
Poderiam me ensinar....

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