quinta-feira, 1 de maio de 2008

Em resposta a um bilhete que não era pra mim.

O que eu seria se você estivesse perto? Talvez sua extensão. Meu coração também aperta e a música é como se fosse minha respiração mais ofegante, mais catártica. Queria, na verdade, transformar tudo em poesia, ser poetisa e fazer da minha vida uma arte para que todos pudessem ler e se identificar. Mas não posso querer que minha arte seja maior que minhas inclinações. Também não quero nada que me sangre e amar o mundo, te amar, seria mais fácil e mais difícil ao mesmo tempo... Porém tudo é sempre tão passageiro. Por que deixei de te admirar? Não sei...
E respondo-te que não é loucura, apenas sinto tudo de uma forma tão intensa, sempre. Embora, depois, tudo passe. Se você pudesse ter conhecido minha essência, veria que somos iguais. Iguais... (mesmo que com algumas aparentes diferenças). Rezo também por você... e por nós e pelo o que não fomos nem seremos.
Está certa: Um dia o amor acaba, acerta com golpe fatal a dor e como ondas em ressaca desaba em nós.

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