terça-feira, 22 de julho de 2008

Trem sem rumo partido à noite
Passa pela madrugada e atravessa
Espaços de tempo, vestígios de nós
Fura o breu e na solidão ingressa

Segue lento, sinuoso como um rio
Procurando por um sinal de mar
Porém perde-se em labirintos
Lança em socorro fumaça no ar

Vem de uma Bahia já calada
Segue para o Rio que já não há
Vai procurar por outra cidade
Reinventando algum lugar

Trem de ferro, trem ilusório
Parte sem um simples adeus
Leva consigo as mágoas vãs
Com todos sentimentos meus.





"O trem se vai na noite sem estrelas
E o dia vem...
Nem eu, nem trem, nem ela..."

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