Desaprendi a chorar. Por dentro, sou raíz seca, de árvore velha, cheia de cortes. Pertenço à floresta abandonada, esquecida, incendiada. Faço parte dos clichês banais, como a alcoolatra que já não vê graça na bebida. Ou donzela de sulcos na face, demonstrando o peso dos anos, farta pela demora da espera.
Desaprendi a ter vontades e sentir-me viva.
E ouço incessantemente conselho dado por mim mesma:
Vai dormir.
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