Tudo era perfume e incenso após noite vazia. Seus pés possuíam feridas e marcas dos calçados. Cantarolava ainda meio bêbada alguma fossa muito antiga, enquanto sorria para o espelho. Gostava de se despir lentamente, provocando a si mesma, depois ria... e depois chorava.
Ah! Se soubessem o quão triste era aquela mulher que saía pelos bares bebendo como homem e seduzindo a todos com sua voz doce de sereia... Ah! Se soubessem o quão ela sangra e é densa com seu rebolado de cigana...
Tudo era demasiadamente inútil em sua vida e agora, no escuro do quarto, no contato com sua imagem, dormia para se esquecer.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
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