Levo as cicatrizes na alma, enquanto mantenho o corpo aparentemente são. Vivo os meus dias com sorrisos, pois desaprendi há muito a chorar. Algumas dores mantenho ocultas de mim mesma e somente num mergulho interior, posso confrontá-las. Porém, em certos fragmentos de dias, sinto-me afetada por aquilo que escondo, por tudo aquilo que me calo... Procuro a solidão e nela um conforto. Recolho-me na esperança de que tudo, como sempre, passe. Já me acostumei ao ritmo cíclico das coisas em minha vida, tanto que já nem sinto o cansaço enorme que isso traz. Fecho os olhos, respiro fundo, como se me preparasse para uma grande queda. Fujo, deixo tudo para trás, na esperança do natural recomeço. Sou paciente, mesmo quando sufocada.
Vivo de reticências disfarçadas de ponto final.
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