quinta-feira, 13 de junho de 2013

Queria dizer-te o que nunca foi dito
Fazer ecoar de forma externamente audível
A sinfonia de bumbos que compõe as batidas
No meu peito.

Gostaria de poder demonstrar de qualquer forma
Aquilo que você me faz sentir
Porém, tudo parece pequeno demais, mínimo
Perto do real sentimento que me habita.

É como tentarmos fotografar a lua
Enorme em nossa visão e mínima bola iluminada
No retrato tirado.

Tento escrever poema e sai tudo sem forma e rima
Sem métrica e desconexo
Fruto de palavras comuns que não conseguem expressar
Totalmente o que representam.

Poderia ser prosa, talvez fosse melhor
Mas a beleza de fazer poesia
Deixa-me mais próxima da contemplatividade
Que o amor romântico necessita.

Ao reler tais linhas, desejo apagar por nada compensar
Mas sigo em frente, como num desabafo
As letras que escrevo são tolas e de nada são capazes
Apesar da intenção verdadeira

Desisto, então de empregá-las em tal tarefa
E desejo um espelho em suas mãos
Num gesto involuntário de refletir sua face:
Eis então, o meu melhor poema.

Nenhum comentário:

Arquivo do blog