quarta-feira, 19 de junho de 2013
Eu, repleta de defeitos, traça que rói a roupa que ninguém mais usa. Derrotada em todos os âmbitos, sedenta de carinho e cansada de excesso de críticas. Nutro um estranho e profundo ódio por mim mesma. Eu, a louca, egoísta, vaidosa, autoritária. Eu, por mil vezes errada. Quanto mais esforço-me, mais erro. Sou feita de erros e os acertos são velhos para serem lembrados. Eu, pura tristeza, pura raiva, puro amor. A intensidade reside agora em mim, mantendo-me durante algum tempo fora da realidade. Eu, ciumenta, maníaca, doente, deveria trancafiar-me para não mais ter contato com as pessoas.
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