sábado, 20 de julho de 2013
Sozinha num redemoinho, com mordaça invisível, vou seguindo meu caminho. A solidão me abriga a alma, mas não me conforta. Queria poder explicar tudo que sinto, porém, eu mesma não compreendo-me, nada sei. Nem a escrita, minha melhor amiga, é capaz de me fazer exprimir o que há em mim, comigo. Vou me afastando, aos poucos, de quem amo, para não aborrecê-los com minha melancolia, cada vez mais diária. Consequentemente, vou me sentindo cada vez pior, mais só. A mordaça me sufoca e eu não posso arrancá-la, pois é meu filtro. Preciso voltar ao meu prumo, ficar bem, recuperar-me. Preciso de força.
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