sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Faço dos versos alheios meu refúgio e o silêncio torna-se canção. Ouço atentamente o assobio do vento como se fosse um beijo de amor. São tantos gestos em pensamento que fulguro-me como clarão elétrico. Memória, acalento d'alma. Passa a noite e não durmo, velando sono à distância. Sinto-me tola pelos sentimentos, mas sempre fui assim. Guardo-me nas loucuras que criei para mim enquanto embalo-me em solidão noturna. O sono não vem... e se vier, não sonho. Sonhos não vem. Tudo é nuvem, porém não chove. As gotas tomam rumo inverso e eu inundo o mundo. Na escuridão, somente eu e o meu mundo... mudo.

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