segunda-feira, 6 de maio de 2013

A vida é árida, árdua e bela em suas delicadezas cotidianas. Entretanto, às vezes o que gosto é de sonhar com as crenças de coisas que provavelmente não existem, como exercício imaginativo infantil. Esta noite, antes de dormir, fecharei os meus olhos e pensarei em mitologias, não por querer crê-las, mas pela história doce contada. Sim, eu me nino antes de deixar-me cair nos braços de Morfeu. Imagino como seria se existissem vidas passadas e figuro-me como em filme de época (conteúdo que às vezes penso usar na escrita), embalando-me em pensamentos. Vejo as três Moiras, na pintura de Strudick, tecendo o fio do destino e penso na metáfora presente: vida como linha forte e frágil, igual a teias de aranha. Ouço uma música, a qual fala sobre o "rendado do tempo" e tenho vontade de aprender a fazer rendas, mudar-me para uma cidade pequena praieira e ser feita de sol, suor e sal. Espero o sono chegar com sorriso no rosto, composta de um céu estrelado que brilha dentro de mim, somente para mim.

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