quinta-feira, 2 de maio de 2013

Imagens de infância cruzam minha memória nesta noite fria e insone. Não lembro bem onde eu estava, Teresópolis talvez, sei que era frio e tudo cheirava a mato úmido. Divertia-me sozinha em minha poesia particular de menina. Gostava de procurar dente-de-leão só para assoprá-lo e ver como era mágico o seu leve desfazer. O vento fazia o mesmo e éramos dois, a agitar em sopros aquela planta. Soube, depois de mais velha, que em alguns lugares no Nordeste chamam-no de "esperança" e o simbolismo de deixar seus frutos entrar nas janelas, torna minhas lembranças mais saborosas. Por mais que eu tenha como sonho trabalhar no confronto contra o mal que o homem cria nas cidades, sempre desejei morar em cidade pequena, com céu de estrelas visíveis e som de grilos e cigarras. Dando asas à imaginação, visualizo casa antiga, nela, apenas eu e meu amor desfrutando do dom da paz.

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