terça-feira, 21 de maio de 2013
Cinco e meia da manhã, já não sei se quero dormir. Cá estou deitada, com a bagunça eterna do meu quarto e a felicidade que nem se disfarça. As luzes estão apagadas, porém, sinto o brilho que vem de mim para o mundo. Poderia iluminar uma cidade inteira com todos os sorrisos que conto, ao invés de carneirinhos para tentar dormir. Depois de tantos dias, mais que mês, o reencontro. A respiração descompassa, tenho vontade de gargalhar e compartilhar com todos o quão estou feliz. Ele virá. A saudade que sinto faz com que pareça décadas de distância. Como se tivesse caminhado ao longo de todo o deserto e, finalmente, fosse recompensada. O pódio de chegada, com troféu em forma de beijo apaixonado. Ele virá, já o sinto. Não quero mais dormir, quero que o dia se rasgue inteiramente, para que logo chegue ao seu final e consequentemente, o momento mais aguardado. Por enquanto, continuo no meu canto, à espera, com meus olhos brilhantes e risos solitários, silenciosos.
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