sábado, 10 de agosto de 2013

Já não quero interagir. Faço vãs tentativas e a cada minuto sou convencida que quero ficar presa ao lado de dentro. Estudo, músicas e imaginação. Não sei se isso ocorre com todos e depende do momento, entretanto, a cada dia, sinto-me mais sufocada de gente e suas necessidades de conversa. Gostaria de sumir. Não quero ter rosto nem nome e, sim, ser somente uma anônima invisível, na multidão flutuante. Desliguei o aparelho de telefone e já nem entendo o motivo de continuar entrando em redes sociais. O canto dos pássaros me conforta mais que vozes humanas. Pouco a pouco, vou construindo meu castelo de pedras, minha própria fortaleza solitária. Amo meus amigos e os que me rodeiam, porém, a necessidade de isolamento é mais forte que a minha vontade de demonstrar afeto. Preciso cuidar do que restou de mim.

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