terça-feira, 3 de setembro de 2013

Há algo em mim que não se explica, não se fala, se cala no silêncio de sorrisos em nuvens que prenunciam tempestades. Seus olhos de chuva enfeitiçam-me a ponto de ter medo de fitá-los. Um arrepio leve toma todo o meu corpo quando toca ou esbarra, sem querer, em mim. Pouco a pouco, minha epiderme entra em ebulição e nem sei se consigo disfarçar os efeitos. Descobrir, desvelar o outro, sempre na doçura e delicadeza artesã. A música francesa que tantas vezes se repete em minha vida, de repente, em sua boca. O mesmo com alguns rocks de uma das minhas bandas favoritas, que também são seus favoritos. O céu é inferno em minha boca. E na despedida, mesmo que sem intenção, repousou os dedos entre os fios dos meus cabelos. A eternidade é relativa no simples contar de segundos.

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