O cansaço a vencera. Despedia-se de sua forma corpórea para virar pó que restou das sombras. A vida esvaia-se pela luz que ia embora do seu olhar. As olheiras profundas anunciavam a cova que lhe aguardava. Tudo ao seu redor era mórbido em demasia. Os aparelhos pelo qual respirava, as expressões no rosto dos médicos, dos familiares. Minto, não tinha familiares. Quase ninguém ia visitar-lhe. Seu drama diário matou, aos poucos, o amor que sentiam por ela. Assim, foi murchando até virar raíz seca. Não acreditava em outra vida e sabia que viraria o eterno nada, ecoando em paredes vazias. Não tinha grandes habilidades, nem havia sido genial em nada. Ninguém o é. Cidadã comum, mediana e medíocre. Contar-vos-ei a história de uma mulher medíocre.
(inacabado)
Nenhum comentário:
Postar um comentário