domingo, 2 de dezembro de 2012

Uma badalada marcada ao som do bumbo. Todos os instrumentos de percussão misturam-se e juntam-se numa grande algazarra. Cantos de pássaros, sussurros, freadas bruscas, bater estacas, buzinas, gritos e todas as espécies de barulhos, num crescente surtante. Silêncios em pausas, para depois recomeçar tudo. O tempo que, apesar de correr, congela. Seguir em frente, permanecendo, como quem anda de mão dada na beira do mar. O ritmo seco sem melodia. Olhos que quase lacrimejam e bocas que não conseguem se expressar.

Assim acontece no meu interior, quando a lembrança faz com que meus dedos toquem seu rosto.

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