Às vezes a gente se envenena, cria monstros e não consegue lutar contra eles. Sabemos que são apenas monstros e que tais seres não existem, mas insistimos. Formamos uma bola de neve que começa na garganta e vai embrulhando tudo. Constrói-se uma armadilha no peito que dói e dói e dói. A razão torna-se débil. O foco torna-se apenas um: a própria loucura. Tentamos seguir adiante, mas grilhões aparecem em cada tornozelo. A mente se transforma em nossa pior inimiga. Tudo se distorce.
Entretanto, mesmo com toda a força contrária, a única saída é continuar seguindo.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
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