domingo, 6 de janeiro de 2013

O tempo arde em fome e devora todas as espécies de coisas. Amigo de poucos, grande inimigo da maioria, entra nos lugares sem ser convidado e age com sua forma inevitável. Há quem o louve como um deus, há quem corra contra ele, em uma eterna batalha fadada ao fracasso. Senhor que ata nós, desata os mesmos. Matura corações, corrói faces. Primeira árvore que foi plantada e por onde todos os os orixás desceram à terra. Tempo que tem raízes bem fincadas e que, por mais que se olhe para cima, não se vê o final de seus galhos. Está em mim, em ti, em todos. Estará lá, quando nos formos. O tempo é o próprio infinito por se medir em si mesmo.

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