domingo, 6 de janeiro de 2013
O tempo arde em fome e devora todas as espécies de coisas. Amigo de poucos, grande inimigo da maioria, entra nos lugares sem ser convidado e age com sua forma inevitável. Há quem o louve como um deus, há quem corra contra ele, em uma eterna batalha fadada ao fracasso. Senhor que ata nós, desata os mesmos. Matura corações, corrói faces. Primeira árvore que foi plantada e por onde todos os os orixás desceram à terra. Tempo que tem raízes bem fincadas e que, por mais que se olhe para cima, não se vê o final de seus galhos. Está em mim, em ti, em todos. Estará lá, quando nos formos. O tempo é o próprio infinito por se medir em si mesmo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2013
(185)
-
▼
janeiro
(12)
- Arde o grito preso na garganta. Não cabendo em si,...
- Mar e eu, eu e o mar Sós No silêncio de vagas Sobr...
- Banhada em espuma de vaga incerta Sou concha de ma...
- Quero virar pedrinha e ser banhada pelas ondas da ...
- Não possuía cor, nome, cheiro, sinestesia. Eram do...
- Amanheceu. Era somente o céu cor de chumbo e o eco...
- Naquela tarde silenciosa, tudo o que podia ouvir e...
- Às vezes a gente se envenena, cria monstros e não ...
- Um rio que se forma nas pálpebras e transborda pel...
- Pode parecer banal pelas vezes que digo e repito o...
- O tempo arde em fome e devora todas as espécies de...
- O chicote estala, resvala no chão. Ao longe, vejo ...
-
▼
janeiro
(12)
Nenhum comentário:
Postar um comentário