domingo, 21 de abril de 2013

A crença constrói sonhos em grandes nuvens, que evaporam conforme encostam na realidade. Todas as fantasias infantis tem como base a fé, não necessariamente religiosa. Crescemos, tornamo-nos homens e mulheres e, por mais que abandonemos as quimeras infantis, estas se enraízam de alguma forma no obscuro interior. Alguns, como eu, buscam uma compreensão cada vez maior do mundo e através de sensações, percepções e estudos, chegam à meta da terrível desilusão. Não somos mais que uma minúscula poeira perto de todo o universo. O ser humano, com toda a sua arrogância, é um dos animais mais frágeis da natureza. Somos um todo que se etiqueta e se divide e subdivide para sermos, no fundo, exatamente iguais. Sonhamos, em nosso íntimo, sermos especiais, deixar nossa marca, sermos amados. E por mais interessante que sejamos, há outros mil que também o são e a vida continua seguindo. Sendo assim, temos duas opções: mergulhar em profunda tristeza irremediável devido à inevitabilidade da questão ou erguer a cabeça e caminhar para frente, aproveitando a beleza da estrada.

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