terça-feira, 30 de abril de 2013

Doce vulcão que explode em meu ser e derrama sua lava sob minha pele. Por dentro, torno-me chama quente, disfarçada em febre. Soletro seu nome no escuro e ele torna-se mantra, clarão. Espalha-se em meus lábios a lembrança dos beijos e quisera eu tê-los novamente agora. A paixão usa-me como títere a seu bel prazer, enquanto o amor, com sua virtude de mansidão, sussurra-me cantigas de ninar. Ah! Se apenas pudesse mergulhar nesse universo infinito que não entendo e que você esconde sem ao menos perceber, tomaria num só gole todo o inteiro do seu ser para mim. Como admiro esses braços que me protegem, por tantas vezes, do frio, do medo e de mim mesma. Sinto-me segura ao seu lado, como se nenhum monstro fosse capaz de me alcançar. A sua presença, por mais que distante, não desabita meus poros, causando-me arrepios demoníacos. Luz intensa e forte que irradia a minha vida e faz crescer em mim flores imortais. Posso escrever-te poemas, cartas, e-mails e delírios, mesmo assim, nada poderia fazer jus à beleza do que sinto, pois palavras podem ser apagadas, mas aquilo que se instala entre os meus átrios, não. Amo-te desde a hora em que acordo até quando minhas pálpebras pesam e grudam uma à outra.

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