sábado, 20 de abril de 2013

O rio segue sempre em frente, por mais pedras que rolem para o seu interior. A força das águas, principalmente, quando somada à chuva, dispara em uma corrida desenfreada para o mar. A vida é como esse rio, que em seu curso corre em direção à morte. Não que isso seja coisa trágica, apenas inevitável percurso, embora extensões se diferenciem. Os pessimistas, talvez, olhem somente a finalidade, a meta da travessia, como a seta atingindo o alvo. Os otimistas, quiçá, ignoram temporadas de seca, mortandade de peixes e possíveis poluições. Sobram aqueles que respeitam a ordem natural das coisas, sem medo do porvir, mas atentos às contrariedades, já que, se nem o fim nem o começo importam, a beleza brota daquilo que se desenvolve no meio. O tempo é o próprio presente que se desenrola em si,  de maneira nunca estática. Uns sentam-se à margem, outros se afogam, muitos querem contrariar a correnteza. Mas o rio... o rio sempre passa.

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