As palavras tropeçam no meio das lágrimas e do tremor das minhas mãos. A escrita não sai. O meu corpo adoece. Minha garganta, talvez por um sufocamento psicológico, dói. Não sei como é possível o contraste entre tanta alegria e tanta angústia em mim. De um lado, a felicidade, do outro a perda. Ambas nunca imaginei possíveis.
Rascunho frases que possam desabafar tudo isso, mas a escrita me trapaceia e faz com que tudo pareça verdadeiro, porém, esteticamente desprezível.
Ouço uma música, paro, respiro. Apoio-me nas sensações boas que me cercam... Todavia, o meu instinto de querer dissecar coisas não permite que eu ignore o que julgo importante.
Sinto-me uma criança impotente. Alvo de sadismo por dor alheia, que provavelmente, nada tem a ver comigo.
Fiz no peito, uma morada de nós.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
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