Café e tequila. Cachaça e pimenta. Felicidade súbita de agarrar a vida e me perder e me encontrar e... ir.
Venta à beça lá fora. Eu só queria ter asas. Ouço o prenúncio da tempestade, mas sei que ela não virá. Uma pena... O meu desejo é o trovão que assusta os cães e me engole feito bala. Estar viva é dádiva, assim como amar, não importando o quê.
Se eu tocasse essa viola empoeirada, se soubesse esculpir figuras em argila, certamente inventaria um mundo todo novo. Nele só caberia o meu sonho e toda a minha gratidão.
Nesse exato momento, sou feita do pó que restou após o fim do mundo.
domingo, 9 de setembro de 2012
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