sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Os olhos cerrados, medrosos. A multidão tão perto e distante de tudo. Era só melodia. Naquele momento, os dois. Nada importava. Somente as mãos firmes na cintura e a breve promessa de segurança. Enquanto isso, os pés femininos no giro, pareciam duas patas de ganso, ridiculamente graciosas. Giravam em um mínimo espaço. Ele bem sabia conduzir.
Naquele minuto eterno: a música, as risadas, cochichos no ouvido e o contato do corpo tão próximo do outro.


Até ela abrir os olhos e se deparar com o vazio.

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