Alice era uma jovem nordestina, criada conforme os ensinamentos da igreja. Nunca fora bela, possuía corpinho franzino, feito osso de garça. Reprimia palavras, desejos, sentimentos. Tinha pavor da ira divina e, como consequência, de tudo que era natural ao humano. Estudou para ser professora, dizia que era por amor ao ofício, porém, na escuridão do quarto de pensão, embaixo da coberta e segurando uma lanterninha fraca... gostava de se tocar pesquisando em dicionários etimologias de palavrões. As palavras eram sua compulsão: quão mais chula que pesquisava, regojizava-se em mil sensações de torpor e calafrios.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Arquivo do blog
-
▼
2012
(84)
-
▼
novembro
(17)
- O silêncio da manhã não é o mesmo da madrugada, ma...
- Aprendeu a deixar o rosto à mostra sem a máscara d...
- Relutar, fugir, escapar. Medo do que ainda não se ...
- Janela aberta é convite para pássaro curioso.
- Em tempos de fragilidade de alma, quando o silênci...
- Onde foi parar o grito dado e não ouvido? Nas pare...
- Descalça, vestindo uma saia curta e sentindo muito...
- Súbita vontade do grito, nó de marinheiro na glote...
- Mas nenhuma sou eu... nenhuma sou eu... Esfrio águ...
- Alice era uma jovem nordestina, criada conforme os...
- Quero uma rede à beira d'água e ser embalada pelas...
- O meu lugar é a noite escura. Se o céu estiver com...
- Hera, Juno... seja lá o nome que te deram, como eu...
- Era bruta, de mãos pequenas, porém largas, cheias ...
- Copia a matéria, se distrai com algum pensamento, ...
- Trilha, lama, suor, cachoeira, água, gelada, sorri...
- Despe o meu véu, beija-me a face. Não estamos no a...
-
▼
novembro
(17)
Nenhum comentário:
Postar um comentário