Talvez eu seja como você, apesar de ter sempre querido ser qualquer outra, como Afrodite. Quem sabe, você também quisesse ser outra. Podemos melhorar o que somos, mas não abandonarmos nossa essência. Trago-te, infelizmente, dentro do meu lado negro, aquele que pouco mostro por odiá-lo. Não seja impiedosa, não me domine desta forma. Assim me espanto para te espantar. Saia daqui, diaba, vá morar no Olimpo. A minha mente não é o seu lugar.
sábado, 10 de novembro de 2012
Hera, Juno... seja lá o nome que te deram, como eu odiava. Desde pequenina, quando ouvia suas histórias, julgava suas atitudes sempre como erradas. Arrogante, ciumenta, agressiva, gelada. Assim, eu te via. Cresci, esqueci sua imagem. Outros seres mitológicos foram, pouco a pouco, roubando a minha atenção. Entretanto, nunca deixei de lembrar do asco que sempre senti do seu ciúme descomunal e agressividade pesarosa. Hoje, sei o que me moveu no nojo: era o meu próprio reflexo no futuro.
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