quinta-feira, 7 de março de 2013
Sonhei que vestia uma saia, dessas compridas, de doce balanço, que num giro viram o mundo. Meus pés nada calçavam, estavam nus, no chão inteiramente branco. Uma blusa igualmente branca escorregava por um de meus ombros. De repente, um ritmo gostoso começava a tocar. Não me lembro bem qual música ou seu tipo. Sei que, nesse instante, eu rodava. Girava feito piorra, ganhando todo o espaço ao meu redor. Uma alegria tomava conta de mim e na dança, eu me encontrava. A cada batuque, uma batucada interior. Eu e a música, a música e eu. A dança como expressão. Eu estava bonita. Havia em mim algum quê cigano, índio, nordestino, tudo misturado. Entre uma mão na cintura e rodopio de quadril, um riso infinito tomava-me conta. Acordei, vesti calças e fui trabalhar.
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